A inteligência artificial tornou mais fácil encontrar empresas, enriquecer cadastros e enviar mensagens em escala. Essa facilidade traz responsabilidade: a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) se aplica a dados pessoais usados em vendas, e práticas abusivas prejudicam a marca muito antes de qualquer multa.

Princípios que ajudam a decidir

  • Finalidade: use os dados apenas para o propósito informado.
  • Necessidade: colete só o que é preciso para a abordagem.
  • Transparência: diga quem você é e como obteve o contato.
  • Respeito à oposição: quem pedir para sair deve sair, imediatamente.

O que evitar

  • Comprar listas de contatos de origem desconhecida.
  • Raspar dados pessoais de sites e redes para disparos em massa.
  • Enviar mensagens automáticas em grande volume pelo WhatsApp sem autorização, o que também viola as regras da plataforma.
  • Usar a IA para criar perfis falsos ou se passar por outra pessoa.
  • Inferir informações sensíveis sobre os contatos.

O que fazer

  • Priorizar contatos profissionais e canais corporativos.
  • Registrar a origem de cada contato no CRM.
  • Personalizar a abordagem e limitar o número de tentativas.
  • Incluir em todas as mensagens uma forma simples de não receber mais contatos.
  • Atualizar a política de privacidade para refletir o uso de dados em ações comerciais.

Atenção às ferramentas

Antes de adotar uma ferramenta de prospecção com IA, verifique de onde vêm os dados, onde são armazenados e se o fornecedor oferece contrato compatível com a LGPD. Em caso de dúvida, consulte um profissional de proteção de dados.

Prospecção ética é também prospecção eficiente: conversas iniciadas com respeito têm mais chance de virar relacionamento.